Pv. 18:24b "...mas há amigo mais chegado que irmão"
A comunhão entre amigos é algo bom para todos. À exceção dos eremitas (que não são meu foco aqui), todos nós precisamos de amigos. Precisamos ter um círculo social onde possamos compartilhar nossos gostos, pontos de vista, momentos de alegria e, por que não, de tristeza, quando for o caso.
Círculos sociais, por mais que existam com a finalidade de aproximar pessoas com um ou mais aspectos em comum, são compostos por pessoas diferentes. Isso abre a oportunidade de chegarmos à conclusão de que nós estaremos, a todo momento, lidando com pessoas bem diferentes de nós. Isso é bom do ponto de vista que todos nós precisamos conhecer coisas diferentes das que estamos acostumados ou nunca sairemos de onde estamos.
Mas, à medida que você se dá conta das diferenças existentes entre você e as demais pessoas do seu círculo social, eu gostaria que começasse a pensar na maneira como você tem tratado aqueles que estão ao seu redor. Você tem procurado atender às necessidades deles (obviamente na medida do possível), ou tem mantido seus relacionamentos num nível de superficialidade que beira a inconveniência? Você tem procurado saber como pode ajudar seus verdadeiros amigos, ou tem deixado eles próprios virem pedir ajuda a você em problemas que eles podem nem ter coragem de te contar?
Ser amigo requer coragem. Coragem para chegar junto na hora da dificuldade e oferecer não só a mão, como todo o corpo, em prol do bem dele. Coragem para fazer aquilo que é certo aos olhos de Deus, mesmo sabendo que sua amizade pode ser seriamente abalada por isso, ou até mesmo destruída, mas certo de que Deus há de restaurar esse elo que pode ser perdido. Coragem para tomar as dores dele e dizer-lhe "estou aqui, e você não vai passar por isso sozinho".
Eu já perdi, não um, mas vários momentos nos quais eu podia ter feito exatamente isso, mas não fiz. Não fiz por medo de ser rejeitado. Não fiz por medo de ser inconveniente (eu já tive experiências negativas assim). Não fiz por medo de até ser a pessoa certa, mas na hora errada. Mas hoje eu me arrependo. E olho para trás desejando que meu eu anterior pelo menos abrace, mas nada acontece. E eu, silenciosamente, no lugar onde estou, amargo a minha decisão de não me fazer presente.
Meu conselho é que você não deixe que isso aconteça com você. Ninguém que goste realmente de você pode rejeitar um abraço seu. Portanto, se não sabe como ajudar, apenas abrace. O abraço transmite calor, e cria uma ligação especial entre as pessoas envolvidas nesse ato, de maneira que existe, sempre, um sentimento mútuo de apoio, compreensão, e amizade. Sentimentos esses que acabam por preparar terreno para uma ação conjunta na direção da solução do problema, que agora não atinge somente um, mas dois (ou quantos mais fizerem parte do abraço), porquanto o abraço "dividiu" o problema em partes iguais para cada integrante.
Cultive suas amizades, mas não se esqueça do mais importante: tenha sempre perto o seu "amigo mais chegado que irmão". Ele será muito necessário na sua jornada rumo ao céu.
Deus te abençoe!
Este blog é uma coluna de mensagens para o dia-a-dia. Para nós esta é uma forma de partilhar as boas coisas que possuímos com pessoas a quem temos muito carinho.
domingo, 30 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Administração do Tempo
O que é administração do tempo?
Administra-se a pessoa, não o tempo. Os dois instrumentos mais poderosos quando se pensa em administrar o tempo são: a bússola e a agenda. Dos dois, a bússola é de longe o mais importante. O que é administração do tempo? A bússola mostra a direção, enquanto a agenda organiza a ações na implementação os objetivos. O principal erro é priorizar a agenda. A expressividade da conquista dos objetivos está diretamente relacionada a dois fatores que se equalizam - a estratégia e a tática. A bússola representa a estratégia, enquanto a agenda representa o aspecto tático.
O que é administração do tempo? Paradoxalmente a lúcida administração do tempo necessita extrapolar a otimização do tempo - fazer mais em menos tempo. Atingido o equilíbrio entre a conquista dos objetivos e tempo alocado, faz-se necessário transcender - isto é, dispor de tempo livre e estar preparado para usufruí-lo. Tempo é bem mais do que dinheiro, é qualidade de vida.
Administra-se a pessoa, não o tempo. Os dois instrumentos mais poderosos quando se pensa em administrar o tempo são: a bússola e a agenda. Dos dois, a bússola é de longe o mais importante. O que é administração do tempo? A bússola mostra a direção, enquanto a agenda organiza a ações na implementação os objetivos. O principal erro é priorizar a agenda. A expressividade da conquista dos objetivos está diretamente relacionada a dois fatores que se equalizam - a estratégia e a tática. A bússola representa a estratégia, enquanto a agenda representa o aspecto tático.
O que é administração do tempo? Paradoxalmente a lúcida administração do tempo necessita extrapolar a otimização do tempo - fazer mais em menos tempo. Atingido o equilíbrio entre a conquista dos objetivos e tempo alocado, faz-se necessário transcender - isto é, dispor de tempo livre e estar preparado para usufruí-lo. Tempo é bem mais do que dinheiro, é qualidade de vida.
sábado, 15 de agosto de 2009
Não desista
Meu prezado senhor,
Direi apenas algumas poucas palavras.
A vida fez de mim um homem bem familiarizado com as decepções.
Aos 23 anos, tentei um cargo na política e perdi. Aos 24 anos, abri uma loja que não deu certo. Aos 32, tentei um negócio de advocacia com um amigo, mas logo rompemos a sociedade. Ainda naquele ano, tive um grave colapso nervoso e passei um bom tempo no hospital. Aos 45 anos, disputei uma cadeira no Senado e não ganhei. Aos 47, concorri à nomeação pelo Partido Republicano para a Eleição Geral e fui derrotado. Aos 49 anos, tentei o Senado e fracassei novamente. Mas, aos 51 anos, finalmente, fui eleito presidente dos Estados Unidos da América.
Por isso, não venha me falar de dificuldades, tropeços ou fracassos. Não me interessa saber se você falhou. O que me interessa é se você soube aceitar o tropeço.
Todos os infortúnios que vivi me tornaram um homem mais forte, me ensinaram lições importantes. Aprendi a tolerar os medíocres; afinal, Deus deve amá-los, porque fez vários deles. Aprendi que os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis. Aprendi que, quando se descobre que uma opinião está errada, é preciso descartá-la. Aprendi que a melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades. Aprendi que nuca se deve muda de cavalo no meio do rio.
Se você está vivendo um momento temporário de fracasso, posso afirmar, com a certeza da minha maturidade, ou dolorida experiência, que você jamais falhará se estiver determinado a não fazê-lo.
Por mais que você encontre dificuldades pelo caminho, não desista. Pois saiba que o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.
Sinceramente,
ABRAHAM LINCOLN
16º presidente norte-americano
(do livro: “Oportunidades Disfarçadas – Histórias reais de empresas que transformaram problemas em grandes oportunidades” – Carlos Domingos)
Direi apenas algumas poucas palavras.
A vida fez de mim um homem bem familiarizado com as decepções.
Aos 23 anos, tentei um cargo na política e perdi. Aos 24 anos, abri uma loja que não deu certo. Aos 32, tentei um negócio de advocacia com um amigo, mas logo rompemos a sociedade. Ainda naquele ano, tive um grave colapso nervoso e passei um bom tempo no hospital. Aos 45 anos, disputei uma cadeira no Senado e não ganhei. Aos 47, concorri à nomeação pelo Partido Republicano para a Eleição Geral e fui derrotado. Aos 49 anos, tentei o Senado e fracassei novamente. Mas, aos 51 anos, finalmente, fui eleito presidente dos Estados Unidos da América.
Por isso, não venha me falar de dificuldades, tropeços ou fracassos. Não me interessa saber se você falhou. O que me interessa é se você soube aceitar o tropeço.
Todos os infortúnios que vivi me tornaram um homem mais forte, me ensinaram lições importantes. Aprendi a tolerar os medíocres; afinal, Deus deve amá-los, porque fez vários deles. Aprendi que os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis. Aprendi que, quando se descobre que uma opinião está errada, é preciso descartá-la. Aprendi que a melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades. Aprendi que nuca se deve muda de cavalo no meio do rio.
Se você está vivendo um momento temporário de fracasso, posso afirmar, com a certeza da minha maturidade, ou dolorida experiência, que você jamais falhará se estiver determinado a não fazê-lo.
Por mais que você encontre dificuldades pelo caminho, não desista. Pois saiba que o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.
Sinceramente,
ABRAHAM LINCOLN
16º presidente norte-americano
(do livro: “Oportunidades Disfarçadas – Histórias reais de empresas que transformaram problemas em grandes oportunidades” – Carlos Domingos)
Carreira / mercado de trabalho
Meu pai me ensinou a sempre fazer mais do que meu salário paga, como um investimento no futuro.
Independente de você ficar num lugar seis semanas, seis meses ou seis anos, sempre deixe-o melhor do que encontrou.
Somos pagos para aumentar o valor do mercado de trabalho. Leva tempo para aumentar o valor do mercado de trabalho, mas somos pagos pelo valor e não pelo tempo.
Se você conseguir fazer uma venda, você pode conseguir o seu sustento. Se fizer um investimento de tempo e bons serviços em um cliente, pode conseguir uma fortuna.
Os piores dias daqueles que gostam do que fazem são melhores que os melhores dias daqueles que não gostam da atividade que desempenham.
(do livro: “O TESOURO DAS CITAÇÕES” – Jim Rohn)
Independente de você ficar num lugar seis semanas, seis meses ou seis anos, sempre deixe-o melhor do que encontrou.
Somos pagos para aumentar o valor do mercado de trabalho. Leva tempo para aumentar o valor do mercado de trabalho, mas somos pagos pelo valor e não pelo tempo.
Se você conseguir fazer uma venda, você pode conseguir o seu sustento. Se fizer um investimento de tempo e bons serviços em um cliente, pode conseguir uma fortuna.
Os piores dias daqueles que gostam do que fazem são melhores que os melhores dias daqueles que não gostam da atividade que desempenham.
(do livro: “O TESOURO DAS CITAÇÕES” – Jim Rohn)
Habilidades
Não deseje que as coisas fossem mais fáceis; aspire ser melhor. Não deseje menos problemas; aspire mais experiência. Não deseje menos desafios; aspire mais sabedoria.
Você deve ou modificar seus sonhos ou aumentar suas habilidades.
Você pode derrubar uma árvore com um martelo, mas levará cerca de 30 dias. Se trocar o martelo por um machado, você poderá derrubá-la em cerca de 30 minutos. A diferença entre 30 dias e 30 minutos é a habilidade.
A chave para a vida é tornar-se habilidoso o suficiente para ser capaz de fazer coisas recompensadoras.
Aprenda a esconder sua necessidade e a mostrar sua habilidade.
(do livro: “O TESOURO DAS CITAÇÕES” – Jim Rohn)
Você deve ou modificar seus sonhos ou aumentar suas habilidades.
Você pode derrubar uma árvore com um martelo, mas levará cerca de 30 dias. Se trocar o martelo por um machado, você poderá derrubá-la em cerca de 30 minutos. A diferença entre 30 dias e 30 minutos é a habilidade.
A chave para a vida é tornar-se habilidoso o suficiente para ser capaz de fazer coisas recompensadoras.
Aprenda a esconder sua necessidade e a mostrar sua habilidade.
(do livro: “O TESOURO DAS CITAÇÕES” – Jim Rohn)
Conheça Jesus
Atos 1:15-26
Pedro toma a palavra no meio dos primeiros discípulos. Ele recorda o miserável fim de Judas, que se havia enforcado (Mateus 27:5-8). Pavorosa morte, porém um destino eterno mais pavoroso ainda! (v. 25). Baseando-se na luz e na autoridade das Escrituras, Pedro mostra a necessidade de preencher o lugar do discípulo caído. Doze apóstolos deveriam ser, por assim dizer, as testemunhas oficiais desse fato fundamental do cristianismo: a ressurreição do Senhor (1 Coríntios 15:3-5). José, chamado Barsabás, e Matias estavam entre os que haviam tido o privilégio de acompanhar o Senhor Jesus durante Seu ministério. Talvez eles pertencessem ao grupo dos setenta que outrora haviam sido enviados em grupos de dois (Lucas 10:1). Depois de pedir ao Senhor, que conhece o coração de todos os homens, que lhes revelasse a Sua escolha, eles lançam sortes e Matias é indicado.
Lançar sortes hoje não é mais o método apropriado, pois o Espírito Santo está aqui e nos dá o discernimento de que necessitamos. Com respeito a isso, seria interessante comparar esta passagem com Atos 13:2, onde o Espírito Santo ordena: "Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado".
Extraído do "Guia Devocional do Novo Testamento" - literatura@terra.com.br
Pedro toma a palavra no meio dos primeiros discípulos. Ele recorda o miserável fim de Judas, que se havia enforcado (Mateus 27:5-8). Pavorosa morte, porém um destino eterno mais pavoroso ainda! (v. 25). Baseando-se na luz e na autoridade das Escrituras, Pedro mostra a necessidade de preencher o lugar do discípulo caído. Doze apóstolos deveriam ser, por assim dizer, as testemunhas oficiais desse fato fundamental do cristianismo: a ressurreição do Senhor (1 Coríntios 15:3-5). José, chamado Barsabás, e Matias estavam entre os que haviam tido o privilégio de acompanhar o Senhor Jesus durante Seu ministério. Talvez eles pertencessem ao grupo dos setenta que outrora haviam sido enviados em grupos de dois (Lucas 10:1). Depois de pedir ao Senhor, que conhece o coração de todos os homens, que lhes revelasse a Sua escolha, eles lançam sortes e Matias é indicado.
Lançar sortes hoje não é mais o método apropriado, pois o Espírito Santo está aqui e nos dá o discernimento de que necessitamos. Com respeito a isso, seria interessante comparar esta passagem com Atos 13:2, onde o Espírito Santo ordena: "Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado".
Extraído do "Guia Devocional do Novo Testamento" - literatura@terra.com.br
sábado, 1 de agosto de 2009
A PAIXÃO DO AMOR DE DEUS

“A Paixão de Jesus é a maior e mais estupenda obra do amor de Deus”.
São Paulo da Cruz (1694-1775)
Fundador da Família Passionista
São João Apóstolo do amor escreve: “Pois Deus amou o mundo, que entregou o seu Filho Único, para que todos o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3,16).
O bom Deus primeiro nos amou (1 Jo 4,19).
“Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Pois se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais agora, uma vez que reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5, 8-10).
“Jesus deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3,16).
O verdadeiro amor é a doação pelos outros. Principalmente quando o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5).
Foi esse amor pela Paixão de Cristo que levou os filhos de Deus a realizarem obras monumentais em prol do próximo e outros foram martirizados.
São Paulo da Cruz escreve: “Vejo cada vez melhor que o meio mais eficaz para converter os pecadores obstinados é a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu converti por esse meio os mais empedercidos pecados e ladrões, enfim toda a espécie de pessoas perversas, e tão sincero era o arrependimento que, ao confessá-lo mais tarde, não encontrava matéria de absolvição. É que tinha sido fiéis aos conselhos que lhes dera de meditarem os sofrimentos de Jesus” (1).
É muito relevante ressaltar que o tempo vivido por São Paulo da Cruz, era dominado pelo iluminismo, com seu culto à razão e pelo materialismo.
Realmente, nada resiste o amor da Paixão de Jesus. Seja: tempos tenebrosas ou corações de pedras.
A OBRA DO AMOR DE DEUS
“Deus ama tanto a cada um de nós como se não existisse ninguém mais a quem Ele pudesse dar Seu amor”.
Santo Agostinho de Hipona (354-430)
Bispo e Doutor da Igreja
A obra que Jesus veio executar neste mundo era a reconciliação do pecador com Deus. Pelo pecado original de Adão e pelos pecados pessoais, que os homens de todos os tempos têm cometido, afastou-se o homem de Deus ocorreu, por um pecado, num débito infinito que lhe era absolutamente impossível saldar. Por sua desobediência, Adão perdeu para si e para todos seus descendentes a vida divina da graça, que Deus lhe dera como um presente. Este presente , a graça, acrescentava uma finalidade sobrenatural à vida do homem. O pecado original perdeu esta vida da graça para o homem e tornou-o absolutamente incapaz de recuperá-la.
Ora, Deus podia ter desprezado o pecado do homem, ignorado sua falta e tê-lo reintegrado completamente no seu amor e amizade. Mas seria impossível conciliar-se uma tal ação com a infinita justiça de Deus que devia requerer alguma reparação pela rebelião voluntária do homem. Por outro lado, Deus poderia ter simplesmente condenado toda a raça humana à perda do gozo eterno do céu para o qual criara o homem e ainda condená-la aos tormentos eternos do inferno mesmo que por um único pecado mortal. Mas seria difícil de se conceber como conciliar um tal plano com a misericórdia divina, embora viesse satisfazer completamente a justiça divina.
A infinita sabedoria de Deus encontrou perfeita solução e a este dilema. Deus necessitava de uma expiação pelo pecado do homem, pelo menos equivalente à ofensa. A ofensa do homem contra Deus é infinita, pois a gravidade de todas as ofensas ou insultos se mede pela dignidade do ofendido, no caso, Deus. O homem, sendo finito ou limitado, não podia oferecer reparação proporcional. Por isto, o próprio Deus tornou-se homem para sofrer e morrer pelos pecadores.
Deus tornou-se homem para sofrer e morrer pelos pecadores. O valor de sua ação, sofrimento e morte é infinito, (Pois o valor de uma ação meritória se medem pela dignidade do que a prática). Só Cristo, portanto podia oferecer e de fato ofereceu completa e adequada satisfação pelo débito do homem com Deus tornando-se “obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2, 8). Esta foi a essência da obra em razão da qual Deus se fez homem pela Igreja que Ele fundou. Para completar a eficiência de sua obra, Jesus também ensinou os homens verdades religiosas e apresentou em sua própria vida o exemplo da vida humana.
Um dos mais fiel seguidor do exemplo de Cristo foi São Paulo Apóstolo, ao ponto de afirmar: “Sede meus imitadores, como eu mesmo sou de Cristo” (1 Cor 11,1).
QUEM ÉS TU, ALTÍSSIMO SENHOR?
Vós sois o santo Senhor e Deus único, que operais maravilhas (Sl 76,15). Vós sois o forte. Vós sois o Grande. Vós sois o Altíssimo. Vós sois o Rei onipotente, santo Pai, Rei do céu e da terra. Vós sois o Trino e Uno, Senhor e Deus, Bem universal. Vós sois o Bem, o Bem universal, o sumo Bem, Senhor e Deus vivo e verdadeiro. Vós sois a delícia do amor. Vós sois a sabedoria. Vós sois a humildade. Vós sois a paciência. Vós sois a segurança. Vós sois o descanso. Vós sois a Alegria e o Júbilo. Vós sois a Justiça e a Temperança. Vós sois a plenitude da Riqueza. Vós sois a Beleza. Vós sois a Mansidão. Vós sois o Protetor. Vós sois o guarda e o Defensor. Vós sois a Fortaleza. Vós sois nossa Fé. Vós sois nossa inefável Doçura. Vós sois nossa eterna Vida, ó grande e maravilhoso Deus, Senhor onipotente, misericordioso Redentor.
São Francisco de Assis
Louvor de Deus
(Para Frei Leão)
São Francisco de Assis, quando contemplava o mistério da cruz, costumava rezar: “nós vos adoramos, Senhor Jesus cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro e vos bendizemos porque por vossa santa Cruz remistes o mundo”. Prescreveu essa oração como testamento para os seus seguidores. (test. 4-5). O mistério da Cruz vivido intensamente por Francisco de Assis, se tornou a força da pregação de seus filhos e fonte de renovação para a Santa Madre Igreja.
O Pobre de Assis, o santo do amor, da paz e da ecologia, viveu ardentemente a Paixão de Cristo. Se ler o Evangelho na vida de São Francisco e a Paixão nos seus estigmas.
Ninguém alcança explicitar a dimensão do amor que teve São Francisco por Jesus Cristo.
A radicalidade do mistério do amor à pobreza é inexplicável em São Francisco.
Dizia São Francisco: “... E cada qual ame e alimente a seu irmão como a mãe ama e nutre o seu filho ...”
CAUSA DE NOSSA SALVAÇÃO
“A caridade é a rainha das virtudes; onde ela reina, aí aparecem todas as outras virtudes”.
Santo Tomás de Aquino (1225-1274)
O Doutor Angélico da Igreja
Todos os anos as cerimônias da Semana Santa nos permitem aprofundar nosso conhecimento e devoção pelo Cristo Redentor que nos resgatou com o seu Preciosíssimo Sangue em sua Paixão, a qual é a causa eficiente (1)de nossa salvação.
No caso presente, ensina Santo Tomás de Aquino, há uma dupla causa eficiente: a principal e a instrumental. A causa eficiente principal da salvação dos homens é Deus Ele mesmo. A causa instrumental é a santa humanidade de Cristo, isto é, seu corpo e sua alma, cujas ações operam a salvação dos homens. É deste modo que a Paixão de Cristo é causa eficiente da salvação dos homens (2).
Além dessa eficiência compartilhada com os outros mistérios de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como a Ressurreição e a Ascensão, a Paixão é a causa de nossa salvação de modos que lhe são próprios.
Foi Santo Tomás que esquematizou a liturgia da festa de Corpus Christi, a pedido do Papa Urano IV.
A sua intelectualidade teológica está conectada na obra do amor da Paixão de Cristo.
________________
(1) Causa eficiente é aquela que explica a origem ou existência de u ser.
(2) Cf. S. Th. III ª, q.48.
CONCLUSÃO
A Paixão de Cristo causa em nossos sentimentos um impacto enorme, devido a brutalidade dos sofrimentos suportados por Nosso Senhor Jesus Cristo, no fim de sua vida para a nossa redenção. Desde o tempo do pecado de nossos primeiros pais no Paraíso, as Sagradas Escrituras salientam que, pelo pecado, o ser humano se torna inimigo de Deus e merecedor de castigo; todavia, mesmo no ato de punir, o Senhor Deus anunciou a esperança do perdão e a remissão do pecado (Gm 3,15).
Para realizar esse plano, foi necessário ao Filho de Deus que se fizesse homem para padecer e morrer, e que, tomando sobre Si, os sofrimentos devidos pelos pecados dos homens, obtivesse, pelos merecimentos infinitos de sua dolorosa Paixão, aquele perdão completo, que o homem era incapaz de alcançar pelos seus méritos.
“Éramos por natureza como os demais, filhos da ira. Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo e pela graça somos salvos” (Ef 2, 3-5).
Na Paixão e Morte de Cristo, está todo o projeto do amor de Deus em prol da salvação da humanidade.
O fundamento da espiritualidade cristã se encontra na Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo.
A cruz e o sepulcro vazio são as nossas meditações constantes.
Sobre o autor: Pe. Inácio José do Vale é Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo (ICAR), Professor de História da Igreja da Faculdade de Teologia de Volta Redonda, contatos com o autor por e-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA
(1) Carlos Palacín, S.J. e Nilo Pisaneschi. Santo nosso de cada dia, rogai por nós! Santoral Popular, São Paulo: Loyola, 1991, p. 244.
Filipe Aquino. Na Escola dos Santos Doutores, Lorena: Cléofas, 1996.
Santo Agostinho, Confissões, São Paulo: Paulinas, 1990.
São Paulo da Cruz (1694-1775)
Fundador da Família Passionista
São João Apóstolo do amor escreve: “Pois Deus amou o mundo, que entregou o seu Filho Único, para que todos o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3,16).
O bom Deus primeiro nos amou (1 Jo 4,19).
“Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Pois se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais agora, uma vez que reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5, 8-10).
“Jesus deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3,16).
O verdadeiro amor é a doação pelos outros. Principalmente quando o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5).
Foi esse amor pela Paixão de Cristo que levou os filhos de Deus a realizarem obras monumentais em prol do próximo e outros foram martirizados.
São Paulo da Cruz escreve: “Vejo cada vez melhor que o meio mais eficaz para converter os pecadores obstinados é a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu converti por esse meio os mais empedercidos pecados e ladrões, enfim toda a espécie de pessoas perversas, e tão sincero era o arrependimento que, ao confessá-lo mais tarde, não encontrava matéria de absolvição. É que tinha sido fiéis aos conselhos que lhes dera de meditarem os sofrimentos de Jesus” (1).
É muito relevante ressaltar que o tempo vivido por São Paulo da Cruz, era dominado pelo iluminismo, com seu culto à razão e pelo materialismo.
Realmente, nada resiste o amor da Paixão de Jesus. Seja: tempos tenebrosas ou corações de pedras.
A OBRA DO AMOR DE DEUS
“Deus ama tanto a cada um de nós como se não existisse ninguém mais a quem Ele pudesse dar Seu amor”.
Santo Agostinho de Hipona (354-430)
Bispo e Doutor da Igreja
A obra que Jesus veio executar neste mundo era a reconciliação do pecador com Deus. Pelo pecado original de Adão e pelos pecados pessoais, que os homens de todos os tempos têm cometido, afastou-se o homem de Deus ocorreu, por um pecado, num débito infinito que lhe era absolutamente impossível saldar. Por sua desobediência, Adão perdeu para si e para todos seus descendentes a vida divina da graça, que Deus lhe dera como um presente. Este presente , a graça, acrescentava uma finalidade sobrenatural à vida do homem. O pecado original perdeu esta vida da graça para o homem e tornou-o absolutamente incapaz de recuperá-la.
Ora, Deus podia ter desprezado o pecado do homem, ignorado sua falta e tê-lo reintegrado completamente no seu amor e amizade. Mas seria impossível conciliar-se uma tal ação com a infinita justiça de Deus que devia requerer alguma reparação pela rebelião voluntária do homem. Por outro lado, Deus poderia ter simplesmente condenado toda a raça humana à perda do gozo eterno do céu para o qual criara o homem e ainda condená-la aos tormentos eternos do inferno mesmo que por um único pecado mortal. Mas seria difícil de se conceber como conciliar um tal plano com a misericórdia divina, embora viesse satisfazer completamente a justiça divina.
A infinita sabedoria de Deus encontrou perfeita solução e a este dilema. Deus necessitava de uma expiação pelo pecado do homem, pelo menos equivalente à ofensa. A ofensa do homem contra Deus é infinita, pois a gravidade de todas as ofensas ou insultos se mede pela dignidade do ofendido, no caso, Deus. O homem, sendo finito ou limitado, não podia oferecer reparação proporcional. Por isto, o próprio Deus tornou-se homem para sofrer e morrer pelos pecadores.
Deus tornou-se homem para sofrer e morrer pelos pecadores. O valor de sua ação, sofrimento e morte é infinito, (Pois o valor de uma ação meritória se medem pela dignidade do que a prática). Só Cristo, portanto podia oferecer e de fato ofereceu completa e adequada satisfação pelo débito do homem com Deus tornando-se “obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2, 8). Esta foi a essência da obra em razão da qual Deus se fez homem pela Igreja que Ele fundou. Para completar a eficiência de sua obra, Jesus também ensinou os homens verdades religiosas e apresentou em sua própria vida o exemplo da vida humana.
Um dos mais fiel seguidor do exemplo de Cristo foi São Paulo Apóstolo, ao ponto de afirmar: “Sede meus imitadores, como eu mesmo sou de Cristo” (1 Cor 11,1).
QUEM ÉS TU, ALTÍSSIMO SENHOR?
Vós sois o santo Senhor e Deus único, que operais maravilhas (Sl 76,15). Vós sois o forte. Vós sois o Grande. Vós sois o Altíssimo. Vós sois o Rei onipotente, santo Pai, Rei do céu e da terra. Vós sois o Trino e Uno, Senhor e Deus, Bem universal. Vós sois o Bem, o Bem universal, o sumo Bem, Senhor e Deus vivo e verdadeiro. Vós sois a delícia do amor. Vós sois a sabedoria. Vós sois a humildade. Vós sois a paciência. Vós sois a segurança. Vós sois o descanso. Vós sois a Alegria e o Júbilo. Vós sois a Justiça e a Temperança. Vós sois a plenitude da Riqueza. Vós sois a Beleza. Vós sois a Mansidão. Vós sois o Protetor. Vós sois o guarda e o Defensor. Vós sois a Fortaleza. Vós sois nossa Fé. Vós sois nossa inefável Doçura. Vós sois nossa eterna Vida, ó grande e maravilhoso Deus, Senhor onipotente, misericordioso Redentor.
São Francisco de Assis
Louvor de Deus
(Para Frei Leão)
São Francisco de Assis, quando contemplava o mistério da cruz, costumava rezar: “nós vos adoramos, Senhor Jesus cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro e vos bendizemos porque por vossa santa Cruz remistes o mundo”. Prescreveu essa oração como testamento para os seus seguidores. (test. 4-5). O mistério da Cruz vivido intensamente por Francisco de Assis, se tornou a força da pregação de seus filhos e fonte de renovação para a Santa Madre Igreja.
O Pobre de Assis, o santo do amor, da paz e da ecologia, viveu ardentemente a Paixão de Cristo. Se ler o Evangelho na vida de São Francisco e a Paixão nos seus estigmas.
Ninguém alcança explicitar a dimensão do amor que teve São Francisco por Jesus Cristo.
A radicalidade do mistério do amor à pobreza é inexplicável em São Francisco.
Dizia São Francisco: “... E cada qual ame e alimente a seu irmão como a mãe ama e nutre o seu filho ...”
CAUSA DE NOSSA SALVAÇÃO
“A caridade é a rainha das virtudes; onde ela reina, aí aparecem todas as outras virtudes”.
Santo Tomás de Aquino (1225-1274)
O Doutor Angélico da Igreja
Todos os anos as cerimônias da Semana Santa nos permitem aprofundar nosso conhecimento e devoção pelo Cristo Redentor que nos resgatou com o seu Preciosíssimo Sangue em sua Paixão, a qual é a causa eficiente (1)de nossa salvação.
No caso presente, ensina Santo Tomás de Aquino, há uma dupla causa eficiente: a principal e a instrumental. A causa eficiente principal da salvação dos homens é Deus Ele mesmo. A causa instrumental é a santa humanidade de Cristo, isto é, seu corpo e sua alma, cujas ações operam a salvação dos homens. É deste modo que a Paixão de Cristo é causa eficiente da salvação dos homens (2).
Além dessa eficiência compartilhada com os outros mistérios de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como a Ressurreição e a Ascensão, a Paixão é a causa de nossa salvação de modos que lhe são próprios.
Foi Santo Tomás que esquematizou a liturgia da festa de Corpus Christi, a pedido do Papa Urano IV.
A sua intelectualidade teológica está conectada na obra do amor da Paixão de Cristo.
________________
(1) Causa eficiente é aquela que explica a origem ou existência de u ser.
(2) Cf. S. Th. III ª, q.48.
CONCLUSÃO
A Paixão de Cristo causa em nossos sentimentos um impacto enorme, devido a brutalidade dos sofrimentos suportados por Nosso Senhor Jesus Cristo, no fim de sua vida para a nossa redenção. Desde o tempo do pecado de nossos primeiros pais no Paraíso, as Sagradas Escrituras salientam que, pelo pecado, o ser humano se torna inimigo de Deus e merecedor de castigo; todavia, mesmo no ato de punir, o Senhor Deus anunciou a esperança do perdão e a remissão do pecado (Gm 3,15).
Para realizar esse plano, foi necessário ao Filho de Deus que se fizesse homem para padecer e morrer, e que, tomando sobre Si, os sofrimentos devidos pelos pecados dos homens, obtivesse, pelos merecimentos infinitos de sua dolorosa Paixão, aquele perdão completo, que o homem era incapaz de alcançar pelos seus méritos.
“Éramos por natureza como os demais, filhos da ira. Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo e pela graça somos salvos” (Ef 2, 3-5).
Na Paixão e Morte de Cristo, está todo o projeto do amor de Deus em prol da salvação da humanidade.
O fundamento da espiritualidade cristã se encontra na Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo.
A cruz e o sepulcro vazio são as nossas meditações constantes.
Sobre o autor: Pe. Inácio José do Vale é Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo (ICAR), Professor de História da Igreja da Faculdade de Teologia de Volta Redonda, contatos com o autor por e-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA
(1) Carlos Palacín, S.J. e Nilo Pisaneschi. Santo nosso de cada dia, rogai por nós! Santoral Popular, São Paulo: Loyola, 1991, p. 244.
Filipe Aquino. Na Escola dos Santos Doutores, Lorena: Cléofas, 1996.
Santo Agostinho, Confissões, São Paulo: Paulinas, 1990.
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