Sorte tem quem acredita nela e trabalha a favor do resultado positivo, mas se omitir nas suas próprias decisões não é contar com a sorte: é dificultar até mesmo o trabalho dela, pela ausência da escolha de qual é o resultado desejado. É como aquela piada velha do cidadão que todos os dias reza para que seu santo o ajude a ganhar na loteria, e o santo reclama com um colega: “se ao menos ele comprasse o bilhete, eu até ajudaria…”.
O que as pessoas dos exemplos acima têm em comum é a necessidade de uma solução para a situação em que se encontram, acompanhada pela incapacidade ou ausência de energia para agir e provocar esta solução: o que elas desejam é que algum fator externo – um “acidente” – que mude sua situação, encerre seu relacionamento, dê um jeito na sua carreira, resolva a hipertensão, acabe com o desemprego, sem se dar conta que muitas vezes as soluções acidentais possivelmente ficam muito abaixo do potencial que poderia ser alcançado se o problema fosse encarado de frente.
E assim, por não tomar as rédeas de seu próprio destino, as pessoas dos exemplos se sujeitam a uma chance maior de um divórcio litigioso no final da paciência da outra parte (quando poderia ser, por exemplo, uma separação amigável ou mesmo uma retomada da relação), uma “geladeira” ou mesmo a demissão no emprego (quando poderia ter um ajuste na carreira, ou mesmo capacitar-se para estar à altura da missão que lhe foi dada), e assim por diante.
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